A Criminologia, o Direito e a Psicologia da Justiça em debate

Foi assim no passado dia 7 de junho,  num momento de debate organizado pelo Observatório Permanente Violência e Crime da Universidade Fernando Pessoa, em que se reuniram em torno do mesmo tema a Psicologia da Justiça, a Criminologia e o Direito, no III Fórum Violência e Crime.

As participações dos Professores Mário Monte, da Universidade do Minho, e Nestor Santiago, da Universidade de Fortaleza – Brasil, trouxeram à discussão as questões relacionadas com a vítima e o seu lugar (ou ausência dele) na Justiça Penal.

OPVC - Fotografia de Vera Azevedo

OPVC – Fotografia de Vera Azevedo

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DELINQUÊNCIA – PERCURSOS CRIMINAIS no Brasil

pt banner 1 OPVC – Universidade Fernando Pessoa representado no Brasil através de livro Delinquência – Percursos Criminais

… Foi o lançamento do livro da autoria de Laura M. Nunes e Jorge Trindade, no Brasil e, a 23 de Outubro, é o lançamento em Portugal, na Universidade Fernando Pessoa – Porto

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eng banner 1OPVC – Fernando Pessoa University represented in Brazil through the book  about Delinquency and  Criminal Pathways

… It was presented in  Brazil, and on 23 October is the presentation in Portugal, at the Fernando Pessoa University  – Oporto, Portugal

A Psicologia Jurídica e o Direito

Fotografia: Liane Silva

Fotografia: Liane Silva

pt banner 1 A Psicologia Jurídica e o Direito

Sem esse idealismo característico das almas juvenis teria sido impossível trilhar por esse caminho errante que não se faz nem por aqui nem por ali, mas por um “entre”. Entre a Psicologia e o Direito. É um não estar nem cá nem lá, para simultaneamente poder criar um novo território epistemológico, inaugurando uma nova maneira de estar que é própria da Psicologia Jurídica, Forense ou também denominada Psicologia Legal.

Ouvi de colegas juristas tantos conselhos para que não desse bola a essa jovem com o nome de Psicologia, quantas vezes ouvi de psicólogos recomendações de que abandonasse esse velho senhor de barbas brancas chamado Direito. A Psicologia tem muitas caras, muitos rostos, fala muitas línguas, mas sobretudo é muito moça, enquanto o Direito vem através dos séculos e dos milénios na sua génese romana.

Ora, da mesma maneira que duas figuras pretas não formam uma branca, e nem duas telas brancas se transformam em uma preta e muito menos em duas, a Psicologia Jurídica é essa disciplina de conexão que aponta para a necessidade de superar ultrapassados compromissos epistemológicos e, ao mesmo tempo, acena para novos patamares… essa é a convocatória… essa é a chamada para os novos tempos.

Jorge Trindade

(Professor Titular na Universidade Luterana – Brasil; Professor na Escola da Magistratura – Brasil; Presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia Jurídica; Vice-Presidente da Associación Latinoamericana de Magistrados, Profesionales y Operadores de Niñez, Adolescencia y Família)

eng banner 1 Juridical Psychology and Law

I heard so many lawyers advising me to abandon that “young girl” so called Psychology. I heard so many times psychologists telling me to abandon this “old man”, with a white beard, called Law. Psychology has many faces, and many speeches, and many languages ​​but is mostly very young, while the Law comes through the centuries and millennia in its Roman origins, and this intersection is the call for the future.

Adapted from Jorge Trindade

(Professor in Lutheran University – Brazil; Professor in the Magistrates School – Brazil; President of the Brazilian Society of Juridical Psychology; Vice-President of the Latino-american Asociation of de Magistrates, Professionals and Family Operators)

EM DESTAQUE… NA UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA

UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA

RECEBE PROFESSOR JORGE TRINDADE, VINDO DO BRASIL (ULBRA), QUE APRESENTA CONFERÊNCIA

“Entre a Psicologia e o Direito: o Futuro tem muitos nomes”

Teresa Reis -  Laboratório de Fotografia da UFP

Teresa Reis – Laboratório de Fotografia da UFP

Na conferência, o Professor Jorge Trindade referiu Lévis-Strauss, e terminou da seguinte forma:

“(…) eis aí os fundamentos dessa nova-velha inscrição epistemológica que denominamos Psicologia Jurídica (…) é essa disciplina de conexão que aponta para a necessidade de superar ultrapassados compromissos epistemológicos, e, ao mesmo tempo, acena para novos patamares axiológicos, hermenêuticos e deontológicos”

“Esta é a nova chamada para os novos tempos e a nova convocatória da Psicologia Jurídica do futuro”, referiu ainda o conferencista.

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