A Psicologia Jurídica e o Direito

Fotografia: Liane Silva

Fotografia: Liane Silva

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Sem esse idealismo característico das almas juvenis teria sido impossível trilhar por esse caminho errante que não se faz nem por aqui nem por ali, mas por um “entre”. Entre a Psicologia e o Direito. É um não estar nem cá nem lá, para simultaneamente poder criar um novo território epistemológico, inaugurando uma nova maneira de estar que é própria da Psicologia Jurídica, Forense ou também denominada Psicologia Legal.

Ouvi de colegas juristas tantos conselhos para que não desse bola a essa jovem com o nome de Psicologia, quantas vezes ouvi de psicólogos recomendações de que abandonasse esse velho senhor de barbas brancas chamado Direito. A Psicologia tem muitas caras, muitos rostos, fala muitas línguas, mas sobretudo é muito moça, enquanto o Direito vem através dos séculos e dos milénios na sua génese romana.

Ora, da mesma maneira que duas figuras pretas não formam uma branca, e nem duas telas brancas se transformam em uma preta e muito menos em duas, a Psicologia Jurídica é essa disciplina de conexão que aponta para a necessidade de superar ultrapassados compromissos epistemológicos e, ao mesmo tempo, acena para novos patamares… essa é a convocatória… essa é a chamada para os novos tempos.

Jorge Trindade

(Professor Titular na Universidade Luterana – Brasil; Professor na Escola da Magistratura – Brasil; Presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia Jurídica; Vice-Presidente da Associación Latinoamericana de Magistrados, Profesionales y Operadores de Niñez, Adolescencia y Família)

eng banner 1 Juridical Psychology and Law

I heard so many lawyers advising me to abandon that “young girl” so called Psychology. I heard so many times psychologists telling me to abandon this “old man”, with a white beard, called Law. Psychology has many faces, and many speeches, and many languages ​​but is mostly very young, while the Law comes through the centuries and millennia in its Roman origins, and this intersection is the call for the future.

Adapted from Jorge Trindade

(Professor in Lutheran University – Brazil; Professor in the Magistrates School – Brazil; President of the Brazilian Society of Juridical Psychology; Vice-President of the Latino-american Asociation of de Magistrates, Professionals and Family Operators)

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